a estrada alonga-se e demora
perante o meu choro
estreito
urge no que vejo
uma sensação mais densa
mais compacta
não lhe agarro
o rasto
terá que ver com
o verão já ir a meio
subtilmente luz
o meu corpo diz de si
no final das contas
é ele quem manda
e não as flores pensadas
que nunca cheirei
alonga-se a estrada
e o meu choro demora
o peito estreito impede
lamúrias sem antes ver
para que lado se põe o sol
enrolei-o nas mãos e esqueci
que lá o tinha metido
indelicadamente sombra
o meu corpo sucumbe
desemaranhado de mim
adiante um bar
talvez encaixe