às vezes julgo-me baixa-mar
sem onda que me eleve.
mas já não conheço som que me envolva
e que me distraia dos calores sem sabor.
sem tempero, regurgito uma tentativa
de estilhaçar um modo convicto de me adiar.
no cruzamento das agilidades frágeis,
dou-me conta de que não tenho lugar.
haverá sempre espaço – ah, isso sim! –
de mitificar um estado ébrio e recomeçar o espírito.
tampouco alimento outra ambição
embrulhado num mar onde não mergulho.